O QUE HÁ DE SER?
(Perséfone Diana)
O que há de ter de diferente,
no justo momento, onipotente,
entre as diferenças
entre eu e entre si?
O que há de partilhar, duas almas atormentadas,
no justo momento, onipotente,
entre as diferenças
entre eu e entre si?
O que há de partilhar, duas almas atormentadas,
dormindo no mesmo análogo, que
a terra dá?
O que há de ser do suplício no corpo físico,
se a vida tortura lá?
O que há de ser da clemência, da demência...
Se as regras são para os loucos, subsistindo o arrojo,
que os normais largam para trás?
O que há de ser, dos que buscam deuses tortos,
feitos de mármores, para curar do tédio os males,
que a incapacidade traz?
O que há de ser dos monumentos,
dos templos, dos santos e dos demônios,
no mesmo mundo, dividido em frações?
O que há de ser das facções que matam,
vencedores do mal indo embora...
Pisoteando no sangue do inocente,
do culpado, do rico ou do favelado?
O que há de ser do medo, na fisionomia espantada,
de alguém que ficou irmão da própria solidão?
Prosseguindo o caminho inverso derrotado, pela paciência vã...
O que haverá de ser da bússola, sem orientação?
O que há de ser da resposta estará no que recebe a escória?
O que há de ser mais importante?
O lixo da terra, ou o recipiente que recebe os restos?
O detrito entrando em decomposição;
banido pelas mãos de alguém reciclando.
E o que há de ser do que recebe o lixo? Estará sempre lá?
À espera de novas remeças no depósito podre da vida.
Odor de hades ultrapassa a exatidão do tempo,
entre a vida e a morte.
O que há de ser, do padecimento devorado em vida
comendo do seu próprio lixo, que o corpo dá?
A alma rumina o alimento indigesto...
Resto do lixo podre vindo da mão do homem,
apodrecido e vivo! Há de chegar o homem lavado no rio.
Nas pupilas ressurgirá o arco-íris ferindo a ternura,
no mergulho interno que o homem dá.
Quando o tirano dormindo à sombra do justo,
Ver-se-á eternamente morando em outro lugar.
Num mundo aonde não temos nada,
a luz, a escuridão que nos transporta no que há de ser,
o sono obstinado que nos aguarda.
O que há de ser do suplício no corpo físico,
se a vida tortura lá?
O que há de ser da clemência, da demência...
Se as regras são para os loucos, subsistindo o arrojo,
que os normais largam para trás?
O que há de ser, dos que buscam deuses tortos,
feitos de mármores, para curar do tédio os males,
que a incapacidade traz?
O que há de ser dos monumentos,
dos templos, dos santos e dos demônios,
no mesmo mundo, dividido em frações?
O que há de ser das facções que matam,
vencedores do mal indo embora...
Pisoteando no sangue do inocente,
do culpado, do rico ou do favelado?
O que há de ser do medo, na fisionomia espantada,
de alguém que ficou irmão da própria solidão?
Prosseguindo o caminho inverso derrotado, pela paciência vã...
O que haverá de ser da bússola, sem orientação?
O que há de ser da resposta estará no que recebe a escória?
O que há de ser mais importante?
O lixo da terra, ou o recipiente que recebe os restos?
O detrito entrando em decomposição;
banido pelas mãos de alguém reciclando.
E o que há de ser do que recebe o lixo? Estará sempre lá?
À espera de novas remeças no depósito podre da vida.
Odor de hades ultrapassa a exatidão do tempo,
entre a vida e a morte.
O que há de ser, do padecimento devorado em vida
comendo do seu próprio lixo, que o corpo dá?
A alma rumina o alimento indigesto...
Resto do lixo podre vindo da mão do homem,
apodrecido e vivo! Há de chegar o homem lavado no rio.
Nas pupilas ressurgirá o arco-íris ferindo a ternura,
no mergulho interno que o homem dá.
Quando o tirano dormindo à sombra do justo,
Ver-se-á eternamente morando em outro lugar.
Num mundo aonde não temos nada,
a luz, a escuridão que nos transporta no que há de ser,
o sono obstinado que nos aguarda.

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