quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SÃO E LOUCO


SÃO E LOUCO
 (Perséfone Diana)

Quantos braços você pensa que tem 
para me ter em suas mãos...
Quantas mãos necessitam
para aliar as algemas nos braços
e ter-me para sempre escravo agrilhoado,
no cativeiro que seu corpo me criou...
Quantas palavras você tem
para me convencer que
o seu sorriso não é falso não....
Quantos gestos têm, para me seduzir
todos que eu ainda não descobri,
desfrutando da pura tentação!
Quantas memórias
guardadas em sua mente
ajudaram fragmentar das cinzas secas. 
E ser assim...
A pedra dependente da aliança
pactuada...
Qual a força que tem, em suas mãos de guerreira,
capaz de dobrar-me a cabeça;
em reverência a mulher nascida de deuses. 
Aquela que lhe deu a vida e doou a mim.
Quanto lugar percorre,
se lhe vejo em todos os cantos.
O que me traz esse rosto de fada
senão o meu devaneio louco.
A necessidade de construir
a sua face quando partiu de mim, 
em metades que não se juntaram.
Criou algo novo desconhecido
meus olhos viram nascer o metal precioso.
O alquimista louco que fez reverenciar a ilusão; 
Deixou-me com o rito ofuscado
pela busca louca dessa mulher de fase,
bruxa e fada, minha amada. 
Despudorada e santa, o que é? 
Se tudo findou na cinza fria do meu corpo 
padecendo em vida são e louco.


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